sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

CONCEITOS DE SIGNO, SIGNIFICANTE E SIGNIFICADO NA LINGUÍSTICA

Signo é a base da comunicação, formado pelo significante e significado, ele é a união de um conceito e de uma representação sonora. Significante e significado não se relacionam. Significante é essencialmente e sonoro e Significado é representação mental.
Para Saussure, a linguagem é um sistema de signos, ou seja, o signo é o fato central da linguagem. Signo= Significado + significado.
O significante do signo linguístico é uma "imagem acústica" (cadeia de sons). Consiste no plano da forma, é o conceito, reside no plano do conteúdo. Contudo, indubitavelmente, a teoria do valor é um dos conceitos cardeais do pensamento de Saussure. Sumariamente, esta teoria postula que os signos linguísticos estão em relação entre si no sistema de língua. Entretanto, essa relação é diferencial e negativa, pois um signo só tem o seu valor na medida em que não é um outro signo qualquer: um signo é aquilo que os outros signos não são.
O Signo linguístico foi descrito por Ferdinand Saussure, em seu Curso de Linguística Geral, como uma combinação de um conceito com uma imagem sonora. Uma imagem sonora é algo mental, visto que é possível a uma pessoa falar consigo própria sem mover os lábios. Mas em geral, as imagens sonoras são usadas para produzir uma elocução.
Ao pensarmos na linguagem verbal, tendo a língua como código, os signos linguísticos são, então, os responsáveis pela representação das idéias, sendo esses signos as próprias palavras que, por meio da fala ou da escrita, associamos a determinadas ideias. Pode-se, assim, afirmar que os signos linguísticos apresentam dois componentes: uma parte material (o som ou as letras) - o significante; outra parte abstrata (a ideia) - o significado.
Ou seja, um signo consiste em: um conceito - ou seja, o significado (signifié), uma imagem sonora - ou seja, o significante (signifiant), ou forma fonológica em termos generativos.
Em termos simples, um signo linguístico é toda unidade portadora de sentido.
Para Lacan, a incompletude é algo inerente ao ser humano, os símbolos são mais reais que aquilo que preconizam. O significante precede e determina o significado. O inconsciente é estruturado como uma linguagem.
Lacan nos diz que a significação - o sentido - não é uma dimensão paralela e conexa com os significantes, mas é efeito de significantes. Quando se diz "linguística estrutural", se quer dizer que a linguagem é uma estrutura.
Signo é o que representa algo para alguém. O signo não implica o aparecimento do significado, porque colocar em cena um sentido é função do significante.
Lacan diferencia o signo do significante da seguinte forma: a pegada de um passo diante de Robinson Crusoé tem valor de signo, porque representa para ele alguma coisa com valor de símbolo, podendo lhe dar significantes. Justamente por isto, ele pode chegar à conclusão de que não está só na ilha. A distância entre este signo (pegada) e o que advém como instrumento da negação (não estou só) são os dois extremos da cadeia. É entre estas duas extremidades que o sujeito pode surgir, já que seu aparecimento está sempre ligado a uma pulsação em eclipse:o que comparece numa fala para desaparecer e de novo reaparecer. Símbolo, aqui, deve ser entendido não como significado, mas alguma coisa com valor de signo, isto é, com valor de dons.
Lacan, num primeiro momento, denomina a materialidade do significante de letra. Esta, como estrutura localizada do significante, apresenta duas propriedades, que se inscrevem em duas dimensões: na sincronia, temos um sistema sincrônico de acoplamentos diferenciais (imagem acústica); e, na diacronia, temos a cadeia do significante. A letra como materialidade é a essência do significante enquanto traço, é o suporte material do discurso.
Chomsky critica a lingüística estruturalista por permanecer em nível muito empírico e descritivo.
Chomsky provocou uma verdadeira revolução nos estudos lingüísticos ao apresentar o problema da geração da linguagem por parte do falante. Não se trata do problema de como foi gerada a linguagem entre os seres humanos, mas de que maneira o falante atual chega a adquirir a competência de utilizar a linguagem; como o falante chega a formar sentenças novas e não somente repetir sentenças já ouvidas. Esse problema básico levou Chomsky a refletir sobre gramática, sentenças bem formadas e mal formadas, falante ideal, gramaticalidade, aceitabilidade, restrições, competência gramatical, competência pragmática, estrutura profunda. O conceito que Chomsky tem de gramática é bem diferente do tradicional: gramática é um conjunto de regras internalizadas pelo falante e não um conjunto de prescrições escritas num livro chamado gramática. Entretanto, todo o estudo de Chomsky está centralizado na sentença. Ainda não atinge o que se chama de análise do discurso.

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